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"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa... Não altera em nada porque no fundo a gente não está querendo alterar nada. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro".
(Clarice Lispector)


Nome: Stéfani
Signo: Peixes

Música: Sou muito eclética. Curto Legião Urbana, Angra, Adriana Calcanhoto, Biquíni Cavadão, The Used, Nickelback, Nirvana, Dance Of Days, Shaaman, Evanescence, Dead Fish, Noção de Nada, Djavan, Raimundos, System of a down, Marisa Monte, Coldplay, Fresno..várias. Música é momento!!!

Coisas que adoro: Ler, praia, amigos, família, faculdade, psicologia, escrever, conversar, música, carinho, verdade (mesmo que doa)... Adoro a lua! O sol também! Montanhas, frio, palavras ao ouvido, sorvete... Pedras, árvores, festa...

Coisas que odeio: inveja, ciúme, falsidade, humilhação, traição, lição de falso moralismo...


Vestindo: Short e blusa babylook
Tempo: Sol e muuuito calor
Sentindo: Alegria
Bebendo: Café
Comendo: Pão com ovo
Ouvindo: Try - Nelly Furtado
Lendo: Literatura da faculdade..rs*
Assistindo: DVD do Planta e Raiz
Navegando: Navegando
MSN: Falando com...ngm!



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Ontem: dia de aula um tanto incomum. Passei o primeiro tempo de aula praticamente a toa vendo as pessoas jogando baralho, conversando besteiras (óbvio! semrpe rola.) e claro, rindo muito. Nátaly e eu zoamos o Vinícius até ele ir pra perto das vacas.ISHaipSHIAPshIPASh..

Hoje: em casa (Aracruz). Passei a manhã no salão, afinal, se cuidar também é improtante! rs. Vendo jogo da Argentina (time que eu quero que ganhe a copa do mundo), que por enquanto, fez um gol e a Alemanha nenhum ainda. Detalhe do jogo: O Ballack, ou sei lá comos e escreve) é simplesmente lindíssimo!

Quero ir na casa da Fernanda (minha prima) de quem eu estou simplesmente morrendo de saudades. E preciso de estudar porque na próxima semana tenho três provas (História e fundamentos da psicologia, Etologia e Metodologia de pesquisa). Hoje dia sem aula. Não tinha nada pra eu fazer na faculdades!



Escrito por Ψ Ŧéfi às 13h26
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Vivemos em um período ditatorial com tristes mortes e muito sangue sendo derramado. A sociedade é marcada pela crise.

Sim! Ditadura! De várias "espécies". Mas hoje estou preocupada em destacar uma apenas.

Mortes! As mais estúpidas quando se olha de cima.

Crise! Claro!

Mas essa ditadura não cabe a nenhuma autoridade intervir. Afinal, quem tem mais autoridade sob seu corpo e movimentos a não ser você mesmo através do seu músculo estriado esquelético, de contração voluntária. É graças a essa autonimia que você pode dar um passo para a frente ou dois para trás. Ou até mesmo não dar passo nenhum. Nesse caso há exceções, mas nem sempre é assim.
Você enquanto pessoa humana não pode decidir se morre ou vive, porque é óbvio que uma hora ou outra todos morreremos. Mas é da competência de cada um aproveitar a vida ou não. Viver com um sorriso sincero no rosto ou depressivo tentando suicídio.
Para viver bem é necessário se amar. E só é possível ter amor próprio quando aceita seus defeitos, mas faz destacar as qualidades (e isso todos têm, com certeza).
Perdi muito tempo da minha vida não me aceitando da forma que eu sou. Sempre olhei para meus defeitos como se eles fossem a única coisa que existisse em mim. Hoje eu consigo sonhar com o que está ao meu alcance. Não sou uma garotinha fútil que todos gostam, mas sou uma garota espontânea e criativa que muitos admiram. Claro que tenho inúmeros defeitos e dezenas de pessoas que me odeiam. Mas hoje eu quero continuar sorrindo. Bebi uma garrafa de cerveja. Cerveja é derivada da cevada, que contém glútem e que contribui para o aparecimento daquela indesejada barriguinha. Mas será que essa barriguinha vai alterar minhas metas e sonhos?? Meu corpo vai mudar o que eu sou e quem quero ser?
NÃO!
Quero apenas ter forças. Não é só carboidrato, proteína, amido, etc, que me fortificam, mas também a alegria. SIM.
É preferível ser uma feia feliz (eu sei que sou assim) do que ser um padrão de beleza frustrada.
Embora tudo e todos girem em torno de tais padrões inalcançáveis (inclusive eu, minha avó e o João Gordo da MTV), eu giro ao mesmo tempo em volta de mim mesmo. Como o planeta Terra, que gira em torno de todo um sistema, e em volta de si mesmo.
Claro que como a ditadura militar só teve fim com a manifestação da massa popular, essa ditadura a qual me refiro terminará na mesma maneira. Mas será preciso derramar muito sangue até as pessoas perceberem o que é o próprio limite e o que significa respeitá-lo.
Mas por que esse massacre é coletivo? É! Claro que ninguém força as pessoas a serem como são, pensarem como pensam, viver como vivem, agir como agem. Mas é impossível sair de um conjunto sozinho. É como fugir do capitalismo vivendo dentro dele.
É IMPOSSÍVEL SER NEUTRO! Apenas se morrer! Aliás, um morto não é neutro pois causa muitos efeitos em seus ex-companheiros. Efeitos esses que podem ser bons ou ruins, depende do ponto de vista.
Crise coletiva! Todos querem se descobrir. Querem uma referência. Estamos todos perdidos e queremos encontrar um mata no meio do deserto do Saara. Mas mesmo encontrando um mapa seria necessária uma noção de geografia africana e uma bússola.
É nessa situação que nos encontramos.
Como sair???

É... o ser humano não tem resposta pra tudo. Temos que aceitar que somos uma raça inferior!

Ontem eu navegando na internet me assustei com a quantidade de pessoas que sofrem obsessivamente por um padrão de beleza impossível. Garotas e garotos que chegam a um limite inacreditável. Querem ter corpos de modelos que medem 1,70m e pesam 50 kg, mas não se contentando chegam a limites extremos. E recebem apoio de amigas e amigos virtuais com o mesmo problema como se fosse uma coisa muito natural. Para mim não é nem um pouco. Se fosse eu também estaria ali escrevendo mensagens de incentivo.
Ao mesmo tempo eu não condeno esses adolescentes. Pelo contrário, eu tento entender e conversar pacientemente. Gostaria de entender, e vejo como única maneira me envolvendo nesse meio.
Percebi em depoimentos de blogs que a maior influência a se tornar escravos de um corpo imaginário é do próprio meio familiar e círculos de amigos de infância e pré-adolescência. Uma menina gorda (às vezes nem tanto) ouve de uma tia, mãe, primo, que “se fosse mais magra ia ser tão linda”. Mesmo a criança não captando isso no momento, acumulando a quantidade de informações de que é preciso ser magro, não agüenta tanta pressão e sede à escravidão.

Estou chocada e quero muito estar em contato com pessoas que sofrem desse mal. Pode ser que para eles isso não seja ruim. Eles falam vitoriosos que estão “muito amigos da ana” e que “deixaram de lado a mia”. Falam como um alcoólatra que consegue vencer o vício. Ou como um recordista dos cem metros livres após aprova.



Escrito por Ψ Ŧéfi às 23h39
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