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"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa... Não altera em nada porque no fundo a gente não está querendo alterar nada. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro".
(Clarice Lispector)


Nome: Stéfani
Signo: Peixes

Música: Sou muito eclética. Curto Legião Urbana, Angra, Adriana Calcanhoto, Biquíni Cavadão, The Used, Nickelback, Nirvana, Dance Of Days, Shaaman, Evanescence, Dead Fish, Noção de Nada, Djavan, Raimundos, System of a down, Marisa Monte, Coldplay, Fresno..várias. Música é momento!!!

Coisas que adoro: Ler, praia, amigos, família, faculdade, psicologia, escrever, conversar, música, carinho, verdade (mesmo que doa)... Adoro a lua! O sol também! Montanhas, frio, palavras ao ouvido, sorvete... Pedras, árvores, festa...

Coisas que odeio: inveja, ciúme, falsidade, humilhação, traição, lição de falso moralismo...


Vestindo: Short e blusa babylook
Tempo: Sol e muuuito calor
Sentindo: Alegria
Bebendo: Café
Comendo: Pão com ovo
Ouvindo: Try - Nelly Furtado
Lendo: Literatura da faculdade..rs*
Assistindo: DVD do Planta e Raiz
Navegando: Navegando
MSN: Falando com...ngm!



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Felicidade Realista

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável,
mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre:
queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor...
não basta termos alguém com quem podemos conversar,
dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados,
queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados,
queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo,
queremos sexo selvagem e diário,
queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais,
feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando.
Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda,
buscando coisas que saiam de graça,
como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas,
trabalhar sem almejar o estrelato,
amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo,
buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz
mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo
onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a.
Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples,
você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes,
que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

Mário Quintana





Escrito por Ψ Ŧéfi às 18h30
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Vou morrer sem entender as pessoas.

Gostaria realmente de poder afirmar: "eu entendo o ser humano". Não biologicamente. Isso os cientistas se contradizem a todos os dias. Não confio. Mas entender os sentimentos e pensamentos.

Sim. Não compreendo nem a mim.

Hoje pensei sobre o motivo de alguams pessoas pensarem a felicidade com tamanha complexidade. Como se ela fosse o resultado de vários momentos que aconteceram, acontecem e acontecerão. Pensando em algo tão utópico esquecem-se de ver e viver o aqui....o agora....o simples.

Não! Isso não é felicidade.

Manhã. Sair da faculdade. Entrar em lojas com pouca grana. Abrir um provador com uma mulher só de calcinha. Entrar em uma loja para ver de perto um vendedor bonito. Comer chocolate. Falar alto no ônibus lotado. Rir das pessoas estressadas correndo para todos os lados como se o mundo estivesse prestes a acabar. Tudo isso na companhia de uma verdadeira amiga. Isso é felicidade. Ou foi felicidade. Um momento. Para alguns seria um tédio, ou um pesadelo. Apenas alguns minutos. E se o mundo acabasse naquele momento. Eu preferiria morrer após várias gasgalhadas a morrer depois de gritar com uma pessoa que esbarrasse em mim.

Felicidade é transformar um momento em fatos marcantes. É rir e fazer bortar um sorriso, mesmo diante de tantos problemas e dificuldades. Afinal, nunca conheci ninguém que assumisse nunca ter tido problemas. Mas chorar, gritar, soltar palavrões ou andar de cara amarrada, pela minha pouca experiencia de vida, nunca ajudou a reverter nenhuma situação.



Escrito por Ψ Ŧéfi às 17h56
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Os Ombros Suportam O Mundo

 

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.

 

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.

 

Pouco importa venha velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade

 


 

Em "Os ombros que suportam o mundo", Carlos Drummond mostra como vê os problemas socias existentes desde que existe história e a infelicidade de não poder mover nem mudar o mundo. Um ato dele, meu, seu [como ele cita a morte], significaria para a sociedade "um louco que se matou", "um drogado em, crise de abstinencia", "um idealista imprudente".... Eu já pensei o quanto não vale a pena viver. Se vivemos, porém, não é mero acaso.

Depois de passar mal à tarde, minha cabeça voltou a doer em pensar na existência e nos problemas que assolam o país, o município, estado, mundo. Pessoas que não podem sair de casa no Líbano devido as bombas??? Vou pensar em mim: medo de andar de ônibus à noite, andar na rua abraçando a bolsa [depois que me roubaram eu tenho medo de andar na rua!], olhando para todos os lados, preocupada se meu irmão demora a chegar em casa, parente que morre em sequestro [snif snif...]. Garoto em idade escolar vendendo doce na rua, pai de família pedindo dinheiro, famílias inteiras dormindo debaixo da ponte...e o que eu vou fazer? Será que alguém pensa que eu não tenho sentimento de culpa?

 



Escrito por Ψ Ŧéfi às 18h19
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HOJE: Frio e vento forte. Indisposição para fazer qualquer coisa a não ser ler, comer e jogar.

ONTEM: Sensação de alívio. Aquelas visitas incovenientes na minha casa foram embora. À tarde fiz um programa de amiga com minha mãe indo ao shopping e rindo muito.

MOMENTO: Vou tentar uma vaga para estágio. Agora estou animada para isso. Tomara que eu consiga! Além da grana, que vai ser minha, pra eu gastar ou economizar sem explicar, dar satisfação, etc. Tentando dar um 'up' em minha vida e em mim mesma.



Escrito por Ψ Ŧéfi às 09h31
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