.::Perfil::.



"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa... Não altera em nada porque no fundo a gente não está querendo alterar nada. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro".
(Clarice Lispector)


Nome: Stéfani
Signo: Peixes

Música: Sou muito eclética. Curto Legião Urbana, Angra, Adriana Calcanhoto, Biquíni Cavadão, The Used, Nickelback, Nirvana, Dance Of Days, Shaaman, Evanescence, Dead Fish, Noção de Nada, Djavan, Raimundos, System of a down, Marisa Monte, Coldplay, Fresno..várias. Música é momento!!!

Coisas que adoro: Ler, praia, amigos, família, faculdade, psicologia, escrever, conversar, música, carinho, verdade (mesmo que doa)... Adoro a lua! O sol também! Montanhas, frio, palavras ao ouvido, sorvete... Pedras, árvores, festa...

Coisas que odeio: inveja, ciúme, falsidade, humilhação, traição, lição de falso moralismo...


Vestindo: Short e blusa babylook
Tempo: Sol e muuuito calor
Sentindo: Alegria
Bebendo: Café
Comendo: Pão com ovo
Ouvindo: Try - Nelly Furtado
Lendo: Literatura da faculdade..rs*
Assistindo: DVD do Planta e Raiz
Navegando: Navegando
MSN: Falando com...ngm!



.::Meteorologia::.




.::Vote!::.





.::Amigos::.




.::Sites Legais::.



.::Outros::.


Try - Nely Furtado


 







UOL



.::Arquivo::.
10/06/2007 a 16/06/2007
27/05/2007 a 02/06/2007
15/04/2007 a 21/04/2007
08/04/2007 a 14/04/2007
01/04/2007 a 07/04/2007
25/03/2007 a 31/03/2007
18/03/2007 a 24/03/2007
11/03/2007 a 17/03/2007
04/03/2007 a 10/03/2007
25/02/2007 a 03/03/2007
18/02/2007 a 24/02/2007
11/02/2007 a 17/02/2007
28/01/2007 a 03/02/2007
14/01/2007 a 20/01/2007
24/12/2006 a 30/12/2006
10/12/2006 a 16/12/2006
26/11/2006 a 02/12/2006
19/11/2006 a 25/11/2006
12/11/2006 a 18/11/2006
05/11/2006 a 11/11/2006
29/10/2006 a 04/11/2006
22/10/2006 a 28/10/2006
15/10/2006 a 21/10/2006
08/10/2006 a 14/10/2006
01/10/2006 a 07/10/2006
24/09/2006 a 30/09/2006
10/09/2006 a 16/09/2006
03/09/2006 a 09/09/2006
27/08/2006 a 02/09/2006
20/08/2006 a 26/08/2006
13/08/2006 a 19/08/2006
06/08/2006 a 12/08/2006
30/07/2006 a 05/08/2006
23/07/2006 a 29/07/2006
02/07/2006 a 08/07/2006
25/06/2006 a 01/07/2006
05/03/2006 a 11/03/2006
26/02/2006 a 04/03/2006




.::Créditos::.









.::Votação::.

Dê uma nota para meu blog








.::Contador::.



"Você só pensa nessa porra de imagem.
Se acha foda, porque usa tatuagem.
Que radical, seu cabelo colorido.
Sensacional, essa argola no umbigo.
Seus amiguinhos com cara de ET,
Eu quero mais é que vão se foder.
Que continuem nessa porra de festinha,
Tomando um drinque ou fuçando uma farinha.

Você é uma barbie disfarçada e não se enxerga.
Por fora é uma beleza, mas o recheio é uma merda.

O meu armário não tem roupa prateada.
A calça é velha e tá meio desbotada.
Sinto muito se o meu tênis tá furado.
Não sou produto e não vou ser rotulado.
Não use fantasia pra ser diferente.
Seu figurino não condiz com sua mente.
Debaixo da carcaça há uma idéia ultrapassada.
Tudo tem limite, senão vira palhaçada."



Escrito por Ψ Ŧéfi às 22h01
[] [envie esta mensagem]




Soneto da separação

(Tom Jobim e Vinícius de Moraes)

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

 



Escrito por Ψ Ŧéfi às 17h09
[] [envie esta mensagem]




CAPÍTULO 4

 Sara tinha, agora, mais uma preocupação. Não parava de pensar na borboleta que viera em seu quarto na noite anterior. Tinha acordado bem cedo para uma caminhada, tomara um banho gelado ao chegar à sua casa, e recebera em seguida aquele inexplicável telefonema. Quem precisava de ajuda? Camila ou Sara?
 Sara ainda orava quando seu silêncio se quebrou quando sua mãe chegou em casa, apressada para pegar uns importantes papéis que havia esquecido de levar ao trabalho.
 – O que você está fazendo aí, no chão?
 – Rezando. Fazendo preces. Conversando comigo mesma e com Deus. Mas não se preocupe que em alguns minutos começarei a arrumar a casa. Mas preciso comer alguma coisa antes.
 O que ela sentia, era uma mistura de fome, pois há quase 24 horas não comia nada, e seu nervosismo acumulado. Levantou-se, olhando seus joelhos marcados. Ao sabia exatamente há quanto tempo estava ali, pois sempre perdia noção de tempo e espaço quando orava ou meditava. Foi à cozinha, onde encontrou no armário um pão velho, até um pouco duro; passou manteiga e colocou no microondas por 20 segundo para aquecer. Ouvia que sua mãe já estava saindo de casa. Pegou o pão, olhou-o atentamente e comeu, com certa repugnância. Ao terminar, serviu-se de café puro. Lembrando-se do que ocorrera há alguns minutos, pegou o telefone e encarou-o. Pensou em retornar o telefonema da amiga, mas não sabia para que número ligar. Queria muito saber notícias do que acontecera e se ela estava bem.
 Arrumou grande parte da casa, começando por lavar algumas panelas na cozinha. Em seguida, varreu, tirou pó dos móveis, passou pano úmido nos sofás e no chão da sala. Voltou à cozinha e colocou na panela de pressão duas beterrabas com água cobrindo-as, para cozinhar, e lavou algumas folhas de alface, para salada. Forrou camas, colheu roupas usadas nos cantos dos quartos e arrumou pilhas de livros. Aqueceu o almoço, terminou de preparar a salada e cobriu tudo com uma toalha de mesa dobrada ao meio. Sentiu-se como se suas forças estivessem renovadas. Transpirava bastante, mas disposta e alegre, entrou no seu quarto, colocou uma roupa fresca e sandália fechada atrás, chave e documento da sua moto, escreveu um bilhete para a família avisando aonde iria, pegou o capacete e saiu rumo à praia.
 – Isso é lindo! – era o que mais disse durante o caminho.
 – Quão belo é tudo isso.
 Sara contemplava tudo o que via e todo lugar por onde passava, enquanto pilotava sua Honda NXR Broz 2002. No caminho da praia, passava por lugares ainda de mata atlântica nativa, embora muito devastada. Admirava toda aquela beleza como nunca havia feito antes e sorria sem parar.
 – Nunca havia notado tanta beleza comum a mim. – repetia a si própria.
 Ao chegar à praia, sentou-se na areia, cruzou as pernas, fechou os olhos, concentrou-se, e deixou-se levar pela magia da meditação. Esquecia das aflições e preocupações, para encontrar, com calma, a essência de si mesma. Ficou ali por quase duas horas, até que se viu abraçando um cachorro. Não sabia como aquilo havia acontecido. Sua tranqüilidade, porém, era tamanha que sequer assustou-se.
 – Você é lindo! Está sozinho por quê? – disse Sara sorrindo enquanto acariciava o animal.
 – Ele não está sozinho, mas com você. – disse uma voz masculina atrás dela.
 A garota virou-se bruscamente e viu um rapaz alto, magro com longos dread locks, usando calção de banho de cor cinza e uma camiseta branca jogada no ombro. Sara, ainda com o cão nos braços, não conseguia parar de olhar o rapaz.
 – Ele, o cão, mora comigo; mas não gosto da idéia de ser dono dele. Ele é do mundo, como eu e você. Costumo chamá-lo de Crocodilo. E, ao que me parece, ele gostou muito de você.
 Nesse momento o cãozinho pulou dos braços de Sara, que não conseguia dizer nada, indo em direção ao rapaz, que se levantou do toco em que estava e sentou-se ao lado dela.
 Sua beleza ultrapassa ao que vejo e chega aonde posso senti-la. – disse ele olhando bem nos olhos da garota.
 – Você está aqui há muito tempo? – disse Sara, finalmente, com um sorriso tímido nos lábios.
 – Desde que vi o brilho da sua energia enquanto meditava. Ele – apontou para o cachorro – deitou-se aí, deve ter gostado de você. Eu sentei logo ali atrás, e não parei de apreciar a sua delicadeza. Nisso, já deve ter bem passado uma hora.
 – Qual é o seu nome?
 – Caio...
 – Sara.
 Olharam-se sorrindo. Ela estava encantada com o conforto que Caio transmitia e com as belas palavras que ele disse, embora estivesse ainda muito tímida e ele sentia-se realmente hipnotizado pela delicadeza dos gestos dela e como seus cabeços crespos se comportava ao vento.
 – Preciso ir. – disse ela levantando-se.
 A garota levantou-se, procurou com uma das mãos nos bolsos pela chave da moto. Passou a outra mão na cabeça do cão, despedindo-se. Virou-se e foi andando em direção à rua. Enfiou o capacete e ligou a moto.
 – Fique mais! – disse Caio.
 – Agente se vê por aí. O destino cuida do resto. – respondeu Sara sorrindo, colocou a primeira marcha e saiu.

 

[CONTINUA...]



Escrito por Ψ Ŧéfi às 16h48
[] [envie esta mensagem]