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"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa... Não altera em nada porque no fundo a gente não está querendo alterar nada. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro".
(Clarice Lispector)


Nome: Stéfani
Signo: Peixes

Música: Sou muito eclética. Curto Legião Urbana, Angra, Adriana Calcanhoto, Biquíni Cavadão, The Used, Nickelback, Nirvana, Dance Of Days, Shaaman, Evanescence, Dead Fish, Noção de Nada, Djavan, Raimundos, System of a down, Marisa Monte, Coldplay, Fresno..várias. Música é momento!!!

Coisas que adoro: Ler, praia, amigos, família, faculdade, psicologia, escrever, conversar, música, carinho, verdade (mesmo que doa)... Adoro a lua! O sol também! Montanhas, frio, palavras ao ouvido, sorvete... Pedras, árvores, festa...

Coisas que odeio: inveja, ciúme, falsidade, humilhação, traição, lição de falso moralismo...


Vestindo: Short e blusa babylook
Tempo: Sol e muuuito calor
Sentindo: Alegria
Bebendo: Café
Comendo: Pão com ovo
Ouvindo: Try - Nelly Furtado
Lendo: Literatura da faculdade..rs*
Assistindo: DVD do Planta e Raiz
Navegando: Navegando
MSN: Falando com...ngm!



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PÂNICO NO APARTAMENTO

    Duas adolescentes e dezessete anos, moradoras de uma pequena cidade, de um pequeno estado, de um país subdesenvolvido, sentada na frente de seus computadores, conversando via mensagens instantâneas e planejando uma série de assassinatos. Mas não era qualquer tipo de homicídio (nem seria do feitio delas), mas mortes inusitadas, de animais. Eram apenas duas estudantes exercendo a imaginação em um tedioso sábado. Isso, porém, nunca foi indício de doença mental de espécie alguma. Eram normais. Tenho certeza!
    Anos mais tarde, eram já mulheres de 24 anos que se se reencontravam; a jornalista que, dentre outras coisas, escrevia uma coluna em uma revista de circulação nacional especial em animais e filmava documentários sobre o mesmo assunto, vida animal, vai à casa da amiga psicóloga, que além havia tornado-se “doutora” naquela semana, e escrevia artigos científicos e baseados em experiências com animais em um laboratório, estava em reforma. Haviam outros convidados, que eram amigos das duas amigas. Se não me engano, um editor de revista, um engenheiro com cara de galã de TV, um biólogo que mais parecia um hippie limpinho, e um padre trajado como quem vai celebrar uma missa, além da empregada doméstica que excepcionalmente naquele dia trabalhava até mais tarde. Mesmo assim, as duas, jornalista e psicóloga, optaram ir para a cozinha e exercer suas habilidades culinárias, e obviamente, conversar e rir muito, como sempre que se viam. Os convidados salivavam ao sentir o cheiro de Fricassé de frango e do Arroz de Forno à Parmegiana que elas preparavam, e enquanto os pratos não ficavam prontos, elas serviram alguns drinks.
   Faltava apenas o molho ficar pronto para servirem o jantar... apenas o molho... que endureceu. Na tentativa de consertar, uma delas colocou um copo do que ela pensava ser água que estava ao lado do fogão, mas enganou-se, pois aquele líquido incolor era na verdade vodka. Quando o fogo subiu, a jornalista correu para a porta dos fundos e a abriu. Na mesma hora, entraram três cachorros e dois gatos que estavam provisoriamente ali, enquanto o laboratório não terminava a reforma. A dona do apartamento, abrira um armário, de onde tirou um extintor de incêndio e preocupou-se em conter as chamas. Em seguida, quando pensou ter controlado a situação, pediu ajuda a sua amiga, que ainda estava um pouco assustada, para prender novamente os animais, percebeu que um gato estava estirado ali, no meio do chão da cozinha, um outro gato vomitava sangue, e os dois cães lambiam aquela mistura de molho, vodka e espuma do extintor de incêndio que havia entornado. A psicóloga colocou as mãos na boca, e a jornalista, curiosa, voltou o olhar para o lugar onde a amiga havia olhado, e soltou um grito quase mudo ao ver aquilo. Num impulso repentino e incontrolável, correu de costas em direção a área de serviços com os olhos lacrimejando e, sem perceber, esbarrou em uma grande gaiola e libertou um mico-leão-dourado, um papagaio e dois esquilos, que fugiram em direção à sala, passando pela cozinha. A psicóloga, que estava segurando nos braços um gato morto e ensangüentado, ao ver os animais passando por ela, tentou impedir e correu atrás deles chamando-os. A jornalista, preocupada em evitar um vexame e querendo corrigir a bagunça que provocara, correu logo atrás. Como o som estava com o volume elevado, os convidados, até então, não haviam percebido nada de estranho.
    Resultado: o editor riu da situação, que “seria cômica se não fosse trágica”; o engenheiro com cara de galã abraçou a jornalista que estava com cara de desespero; o biólogo foi ao encontro do gatinho morto, que estava no colo da dona do apartamento, para tentar socorrer; e o padre começou um ritual de exorcismo.
    É difícil imaginar, talvez impossível acreditar. Mas eu tenho isso como uma lição de vida: as amigas realizaram seus sonhos de matarem animais da forma mais incomum.

 

 

 

 

 


Este texto contou com a colaboração da grande amiga, e quase irmã, Fernanda, minha prima!



Escrito por Ψ Ŧéfi às 22h15
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Eu apenas!



Escrito por Ψ Ŧéfi às 14h50
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"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada"

Clarice Lispector



Escrito por Ψ Ŧéfi às 10h58
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